12 de set. de 2013

23-03-11
As ondas do seu mar ainda batem na minha janela à noite

A brisa marítima vai me acordando aos poucos

Logo estou sonhando

Um marrom interminável enche minha boca enquanto um sol dourado de fim de tarde
entra sem piedade pela janela

Tem uma certa quantidade de raiva em tudo isso

Sinto vontade de recomeçar alguma revolução perdida

Para que faça sentido minha existência

Atormentado eu me agarro a cada segundo

Pois a lentidão relativa do tempo dos sonhos não aplaca o meu desespero

------------------pausa longa de um compasso------------------

Elas o querem, pelo tudo ou pelo nada, nada importa, elas o querem

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