23-03-11
As ondas do seu mar ainda batem na minha janela à noite
A brisa marítima vai me acordando aos poucos
Logo estou sonhando
Um marrom interminável enche minha boca enquanto um sol dourado de fim de tarde
entra sem piedade pela janela
Tem uma certa quantidade de raiva em tudo isso
Sinto vontade de recomeçar alguma revolução perdida
Para que faça sentido minha existência
Atormentado eu me agarro a cada segundo
Pois a lentidão relativa do tempo dos sonhos não aplaca o meu desespero
------------------pausa longa de um compasso------------------
Elas o querem, pelo tudo ou pelo nada, nada importa, elas o querem
Sensacional...
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